sexta-feira, abril 20, 2018

5.ª Sessão de Formação FEC

A 5.ª Sessão de Formação FEC, subordinada ao tema Desenvolvimento Humano e Dávida Cristã, realizar-se-á nos dias 19 e 20 de maio, em Coimbra, na Casa da Sagrada Família (Movimento de Espiritualidade da Sagrada Família).
As inscrições poderão ser feitas até às 10h00 do dia 10 de maioPara esse efeito, preencha por favor o respectivo formulário de inscrição, clicando aqui.
Para algum esclarecimento adicional ou apoio, poderá contactar o Grupo Ondjoyetu ou enviar um e-mail para catarina.antonio@fecongd.org (Catarina António - FEC). Logo que tenhamos acesso ao programa detalhado desta sessão, publicá-lo-emos neste mesmo post.
Continuação de um bom Tempo Pascal! 

quarta-feira, abril 11, 2018

Akombe v'yetu weia

Depois de 6 meses de entrega total  à missão e de amor por todos os camungungos, chegaram hoje, os nossos queridos missionários, Andreia Pereira e João Antunes. Nos seus rostos traziam estampada a enorme felicidade e o grande brilho dos seus corações.  Foi com muita alegria que os seus familiares e alguns membros do grupo voltaram a abraçá-los.  
Hoje é dia de “matarem ” saudades das pessoas que lhes são mais próximas, dia de voltarem a usufruir dos  bens materiais ocidentais. Mas também é o dia mais “bipolar”,  um misto de alegria do regresso e a tristeza de deixar a linha da frente da missão. Contudo, uma coisa é certa, quem volta do Gungo nunca mais volta igual. Daqui a alguns dias já teremos os seus lindos testemunhos.
Pedimos ao Espírito Santo que continue a dar alento aos seus corações e a toda a Linha da Frente.
Estamos juntos!!
 

terça-feira, abril 03, 2018

Reunião mensal de abril



Saudações missionárias!

Relembramos que a próxima reunião mensal se realizará neste sábado, dia 7 de abril, às 21h00, no Seminário Diocesano de Leiria.

Entre outros assuntos, faremos o ponto de situação da preparação de várias actividades Ondjoyetu: presença na Feira de Maio de Leiria, encontros com grupos de crismandos (em parceria com o SAM - Serviço de Animação Missionária) e temporada de missão em Portugal nas férias de Verão.

Continuação de um bom Tempo Pascal!
We, we, we, Yesu Wapinduka!
We, we, we, Jesus Ressuscitou!

segunda-feira, março 26, 2018

Saúde em Português a falar umbundo


     No passado dia 10 de Fevereiro saímos da calorosa cidade do Sumbe, para a nossa maior temporada nas montanhas, fugimos do calor da cidade mas chegámos bem perto do calor do coração das pessoas, desta vez iniciámos a temporada no Uquende, celebrámos a Eucaristia e aproveitámos a estadia para conhecer a pedra Gonga e a sua velha capela, construída no tempo colonial, podendo assim desfrutar das suas maravilhosas paisagens. No dia seguinte, cavalgámos o resto da picada até à Donga onde retomámos os nossos trabalhos.
     O dia 20 foi dia de grande alegria, iniciámos a descida à aldeia do Sapato, (aldeia até onde a picada é mais ou menos transitável!) para ir ao encontro da mana Inês Figueiredo e dos seus companheiros do projecto “Saúde em Português” a mana Joana e o mano Vítor. Estes manos vieram a Angola pelo período de um mês e passaram 7 dias connosco, vieram por uma nobre e admirável razão, pois é, a mana Inês Figueiredo já não é uma cara estranha aqui no Gungo, conhecida por aqui como “Inês Cambuta” ou seja, Inês pequena,esta mana só é mesmo pequena de tamanho,pois,já integrou a nossa missão duas vezes, a primeira através do projecto “Move-te mais” durante um período de dois meses, a segunda vez, já rendida, ficou por um período de seis. Desta vez, passados 5 anos, não veio para ficar muito tempo, mas veio com um objectivo muito maior, implementar uma unidade de saúde neo-natal aqui no Gungo que ficará situada na aldeia do Uquende, o maior centro populacional da missão.

    Assim, conjuntamente com os seus colegas do projecto saúde em português vieram em nome do projecto, para saberem se tinham aprovação das autoridades aos vários níveis para concretizar este projecto e para estabelecer e reforçar parcerias. Contaram com muitos sins! E assim sendo, em breve veremos este audacioso projecto dar os seus primeiros passos. E que bom que será para as mamãs e para os nossos nenés camungungos!

       A sua estadia connosco foi curta, mas serviu para dar inúmeras consultas e para nos alegrarem com a sua boa disposição e companheirismo, a mana Inês chorou aquilo que tem faltado chover, o mano Vítor e a mana Joana ficaram deslumbrados com o nosso povo, com os sorrisos das crianças e também com a picada, claro!Os dias foram bem aproveitados entre a casa do Uquende e a Donga, ainda houve oportunidade de fazer visita ao bairro Eval-Dungo, que nos obrigou a deixar o cavalinho a “pastar” a meio do caminho e nos convidou a fazer uma belíssima caminhada de 1.30h. Deu também para realizar uma visita ao bairro do Calipe onde os médicos passaram uma noite. Deixamos agora o apelo a esta equipa para deixarem aqui o seu testemunho e partilharem um pouco mais sobre esta Unidade de Saúde. Desejamos as maiores bênçãos a todos os membros do Projecto “Saúde em Português” e à vossa nobre iniciativa. 


Abraço a todos! 
Linha da frente 

quinta-feira, março 22, 2018

Até já mana Ana Rita !!!

Notícias de última hora!!!
Já se encontra a viajar em plenas nuvens a nossa missionária Ana Rita.

Depois de um grande processo de papeladas e burocracias, hoje a nossa mana, finalmente partiu com destino a Angola, para a missão do Gungo, por volta das 23h.

Foi com um grande sorriso e com uma enorme tranquilidade  com que ela se despediu da sua família e do grupo que a fez acompanhar. Quando conseguimos corresponder ao que o nosso coração nos chama, é com esta calma com que se parte em missão.

Estamos todos a torcer para que a nossa querida Ana Rita chegue bem e que se junte à linha da frente que já a espera do outro lado.

Um forte abraço e que Deus te acompanhe sempre nesta tua missão.
Estamos juntos!!!

terça-feira, março 20, 2018

4.ª Sessão de Formação FEC

A 4.ª Sessão do Plano de Formação de Voluntariado organizado pela FEC (Fundação Fé e Cooperação) realizar-se-á nos dias 14 e 15 de abril, em Leiria, no Seminário Diocesano.
As inscrições poderão ser feitas até às 12h00 do dia 5 de abrilPara esse efeito, preencha por favor o respectivo formulário de inscrição, clicando aqui.
Para algum esclarecimento adicional ou apoio, poderá contactar o Grupo Ondjoyetu ou enviar um e-mail para catarina.antonio@fecongd.org (Catarina António - FEC).


Apresenta-se a seguir o programa detalhado: 

Tema: Relações Humanas e Vida em Grupo
Local: Seminário Diocesano de Leiria

Sábado – 14 de abril
09h30: Acolhimento/Apresentação
10h00: É sempre possível ir mais além...
             Quais são os objetivos que estabeleço para a minha permanência no voluntariado?
             Dinâmica e Debate
11h15: Intervalo
11h45: O que limita ou potencia o meu desenvolvimento como voluntário(a)?                   
13h00: Almoço
14h30: O desafio do grupo
16h30: Intervalo
17h00: O que desejo ver realizado como fundamentos do meu voluntariado?
20h00: Jantar
21h30: Testemunho Missionário  
    
Domingo – 15 de abril
08h30: Pequeno-almoço
09h00: Um lugar chamado você/ Contentores
10h30: Partilha
11h00: Avaliação
11h30: Preparação da Eucaristia        
12h00: Eucaristia
13h00: Almoço     


Formador convidado
Paula Silva

Testemunho
Susana Querido | Grupo Missionário Ondjoyetu | 6 meses em Angola

Equipa Plataforma Voluntariado Missionário 
Catarina António | FEC | 936 245 545
Grupo Missionário ONDJOYETU


Inscrição na Formação FEC – 1 sessão = 10€; inscrição anual (inclui 5 sessões) = 20€
Estadia pensão completa em quarto duplo = 27€ 
Estadia pensão completa em quarto individual = 32€
Só dormida com pequeno-almoço (1 noite - quarto duplo) - 15
Só dormida com pequeno-almoço (1 noite - quarto individual) - 17   
Só refeições (preço por refeição) - 8€  
(o almoço do primeiro dia - sábado, dia 14 - será partilhado, sendo todos convidados a contribuir com algo)

http://www.fecongd.org/

Boa formação!

terça-feira, março 06, 2018

Processo de Metamorfose


     A missão exige de nós aptidões que nem nós próprios sabemos se temos. Prestar cuidados de saúde nunca fez parte do meu leque de competências, contudo a necessidade aguça o engenho e assim aconteceu comigo. Já sabia de véspera que cuidar da saúde dos camungungos ia fazer parte das minhas funções na missão, contudo, não tendo quaisquer conhecimentos de saúde, a não ser, dizer ao médico onde me dói quando preciso, não considerava que a minha presença na missão pudesse ser proveitosa nesse sentido.

     Ao subir ao Gungo fui conhecendo a realidade daquelas 33 mil pessoas, os postos de saúde são escassos e o acesso a medicamentos é difícil e dispendioso, evacuar um doente para o hospital da cidade implica uma viagem de 7 horas aos solavancos e as ambulâncias reduzem-se ao nosso cavalinho, que por vezes, lá é obrigado a desempenhar essa difícil tarefa.

     De início foi difícil adaptar-me ao ritmo, fazer um diagnóstico, despistar o paludismo, aplicar medicamentos! Pareciam responsabilidades de tal tamanho que faziam o meu coração tremer, com medo de errar ou de não administrar o tratamento mais adequado. Assim, devagarinho, comecei a auxiliar a mana Teresa, essa mana que para ser médica só lhe falta um diploma, e ela com paciência, lá me foi ensinando tudo o que aprendeu também com os outros manos voluntários da saúde.

     A maior dificuldade que encontrei foram os testes de paludismo, e agora? Ter de picar um dedo ao paciente? E às criancinhas!? Que ainda antes de sentirem a agulha já estão a afinar o choro e depois ficam ainda a olhar para nós como se tivéssemos feito a coisa mais cruel do mundo? Já não me bastava saber que estavam a sofrer, que eu, eu própria!,  ainda tinha de lhes causar uma dor maior? O meu instinto protetor não me permitia fazer tal atrocidade.Tive de alterar o significado daquela picada na minha mente, e perceber que aquela picada podia não significar dor mas sim vida.

     Tratar os mais pequenos foi sem dúvida o desafio mais difícil, sobretudo por saber que já necessitei em criança de grandes cuidados de saúde e dispus de tudo o que necessitava. Aqui foi difícil lidar com o sentimento destes pequenos não terem os mesmos direitos que eu. Assim, fui percebendo que o pouco que podia fazer por eles podia-se tornar vital, não importa o quanto sabes sobre medicina, importa só fazer o melhor que podes mediante o contexto em que estás, não podes mudar o contexto, mas podes sempre fazer alguma coisa, por mais pequena que ela te possa parecer é gratificante ver como gestos tão insignificantes, por vezes curam maleitas tão grandes, como por exemplo pôr um pouco de “betadine” e “biafine” sobre uma ferida que quase exibe um osso pode recuperar tal ferimento. Aí entendemos que há uma força superior a nós que constantemente nos ajuda.

     Com esse auxílio ajudar os doentes passou a ser algo muito compensador e estimulante, ser enfermeiro implica fazer das dores dos outros as nossas dores, dos filhos dos outros, os nossos próprios filhos e dos bons resultados das nossas ações, a nossa gratificação. 

Um grande bem-haja a todos!

                   Mana “Andresa”